Aceito Deus como fundamento
do cosmos, da vida, do ser.
Ele existe, porque o mundo
e o homem no mundo
não se explicam por si sós.
Tudo em nós e ao nosso redor
reclama uma causa,
e a inteligibilidade do universo
aponta para o além.
Deus é, pois, para mim,
o primeiro motor sem o qual nada se moveria,
a causa primeira no condicionamento inteligível,
a razão de ser totalmente necessária,
a suprema perfeição transcendental,
o fim último de todas as coisas.
Isso o descubro pela razão,
reveladora da simplicidade,
da infinitude, da unicidade,
da imensidão e da imutabilidade
do amor.
Sim, Deus é amor em ato puro,
sem sombra de variação
e sem os condicionantes
de nossas preferências.
O Ser supremo tem de ser
o Amor supremo,
pois existe tendência, inclinação
em tudo o que é.
E se Deus é amor absoluto,
não pode ser seletivo ou favoritista
e não tem a mesquinhez que nós
frequentemente lhe atribuímos.
Ele pode agir no mundo,
mas o faz segundo critérios bem acima
dos nossos melhores valores.
Por isso, Deus é, mais que tudo, mistério insondável.
Como tal, não pode ser domesticado pelas
nossas devoções e organizações religiosas.
Transcendendo tudo em nós e fora de nós,
sua imanência nos sonda e nos revela
a nós mesmos como partícipes do mistério
e destinados à plenitude da vida.
Se Ele é Amor,
só amando o alcançaremos,
buscando o bem a cada instante.
Sobre Deus, verdade, amor, fé, vida e outras coisas nem sempre definíveis.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Já é hora!
Já é hora de a vida prevalecer,
para além de interesses escusos
de quem domina e não acompanha
o ritmo suave do amor partilhado.
Já é hora de fazer valer o sonho
de um mundo feliz e justo,
sem castrações impostas
pelas ditaduras do ter e do poder.
Já é hora de acreditar em algo mais
que em divindades forjadas por frustrações daninhas,
simples simulacros dos desejos e anseios
de quem tem medo da morte.
Já é hora de abolir as regras
de uma tradição caduca que não fala mais
ao coração do homem e da mulher
lançados na labuta de cada dia.
Já é hora de ouvir as vozes
dos esperançosos e dos guerreiros da paz,
de preferência aos discursos oportunistas
de quem faz da história um parlamento dos ricos.
Já é hora do rugir das feras revolucionárias,
erguidas em marcha na busca do paraíso,
desautorizando toda opressão
e matando toda inércia.
Já é hora da poesia lavadeira da alma,
com suas expressões de alento e abandono,
a ensinar em versos e canções
o delicado e profundo sentido da vida.
Já é hora de sofrer pelo bem comum,
em sintonia com o fervor das massas,
despertadas da letargia inspirada
pelas fés de ontem e de hoje.
Já é hora de descobrir que a felicidade é uma trama,
tecida de alto a baixo pela satisfação de todos,
sem que ninguém seja autorizado a seguir pela estrada
pensando só em si mesmo.
Já é hora da flor regada pelo suor do amor,
sem limites ditados por interditos do além,
radiante nos campos iluminados pelo sol
da verdade, da razão e da sempre querida liberdade.
para além de interesses escusos
de quem domina e não acompanha
o ritmo suave do amor partilhado.
Já é hora de fazer valer o sonho
de um mundo feliz e justo,
sem castrações impostas
pelas ditaduras do ter e do poder.
Já é hora de acreditar em algo mais
que em divindades forjadas por frustrações daninhas,
simples simulacros dos desejos e anseios
de quem tem medo da morte.
Já é hora de abolir as regras
de uma tradição caduca que não fala mais
ao coração do homem e da mulher
lançados na labuta de cada dia.
Já é hora de ouvir as vozes
dos esperançosos e dos guerreiros da paz,
de preferência aos discursos oportunistas
de quem faz da história um parlamento dos ricos.
Já é hora do rugir das feras revolucionárias,
erguidas em marcha na busca do paraíso,
desautorizando toda opressão
e matando toda inércia.
Já é hora da poesia lavadeira da alma,
com suas expressões de alento e abandono,
a ensinar em versos e canções
o delicado e profundo sentido da vida.
Já é hora de sofrer pelo bem comum,
em sintonia com o fervor das massas,
despertadas da letargia inspirada
pelas fés de ontem e de hoje.
Já é hora de descobrir que a felicidade é uma trama,
tecida de alto a baixo pela satisfação de todos,
sem que ninguém seja autorizado a seguir pela estrada
pensando só em si mesmo.
Já é hora da flor regada pelo suor do amor,
sem limites ditados por interditos do além,
radiante nos campos iluminados pelo sol
da verdade, da razão e da sempre querida liberdade.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Tarcísio Bráulio Gonçalves
- Sou cristão sem domicílio eclesiástico, sou herege de religião sem amor, sou ateu de deuses tiranos, sou poeta da alegria e da dor.