sábado, 12 de dezembro de 2009

Tu e eu no caminho

Para Val.

Há o novo diante de nós,
E a esperança campeia,
Mas, solitária, soçobra
Perante as fugas da ilusão.
Somos nós e o mundo,
Como fachos de luz,
A apontar para o céu,
Sem querer deixar a terra.
Nossa história prossegue
Com traços de um drama perdido,
Esparsamente disposta
Entre a noite e o dia.
Numa aurora de dores e anseios,
O parto se prepara com emoção,
E a busca do paraíso se faz
Por mãos e pés imaturos.
Com fé, ou sem ela,
Nas tramas da loucura,
Estamos a caminho
Da paz sobressaltada.
Tu e eu, quais peregrinos,
Erraremos pelas estradas do tempo
E seremos testemunhas
Da insistência de um amor.

Quem sou eu

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Sou cristão sem domicílio eclesiástico, sou herege de religião sem amor, sou ateu de deuses tiranos, sou poeta da alegria e da dor.