Sobre Deus, verdade, amor, fé, vida e outras coisas nem sempre definíveis.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Transcendentalidade
Não é gênero o ser. O gênero recebe da espécie algo que ele não tem. Mas, o que o ser não tem? Tudo o que existe ou pode existir é ser. O ser é um transcendental, conversível metafisicamente no uno, no bom e no verdadeiro. A analogia é a sua lei, entre a univocidade e a equivocidade. Trata-se de uma beleza incomensurável, manifesta numa abrangência universal, a englobar matéria, espírito e idéias. Eis-nos diante do mistério da realidade em sua mais cabal significação. Eu sou, tu és, ele é... O mundo é o discurso do ser, numa multiplicidade de tons, expressos na transcendentalidade que a tudo recolhe no amplexo universal da unidade, do bem e da verdade. Fora disso há o nada, o não-ser, o mal, geradores do caos e da mentira. Esse é o quadro que doravante nos ocupará a reflexão, fazendo-nos ir além das inquirições imediatas, para nos mergulhar na fascinante odisséia ontológica, a única ainda capaz de ler em profundidade as surpreendentes tramas da existência. Quem ama o ser, siga-nos!
Quem sou eu
- Tarcísio Bráulio Gonçalves
- Sou cristão sem domicílio eclesiástico, sou herege de religião sem amor, sou ateu de deuses tiranos, sou poeta da alegria e da dor.